feliz aniversário, avestruz, no Fasano Al Mare

Em fevereiro, este avestruz que vos escreve completou mais um verão. E, sem querer, em grande estilo. Por motivos profissionais inesperados, no dia de meu aniversário estava na cidade maravilhosa, nosso querido Rio de Janeiro, com a agenda totalmente livre.

Encontrei meu irmão, paulistano expatriado que vive tranquilamente no Rio, para um almoço fraterno e guloso de aniversário no fino da bossa: o Fasano Al Mare. Partimos pro menu degustação sem hesitação. Abrimos os serviços com uma taça de prosecco Fasano e uma troca de olhares com Madonna, a cantora, que dirigia-se a uma mesa próxima. Living the High Life, disse meu irmão. Prefiro AC/DC, replicou este avestruz.

Os frutos-do-mar à dorê (lula, camarão e manjubinha) estavam impecáveis. Leves, frescos, crocantes. O prosecco, com seu frescor e acidez, foi um belo par. Na sequência, mini lulas com ervilhas frescas e nhoque de azeitonas pretas. Uma taça de Petit Chablis nos levou às nuvens e fez o prato crescer alguns centímetros. Com este vinho e esta vista pra ipanema, não há coração de pedra que não amoleça, divaguei. Então vou trazer a patroa. Quem sabe não amenizo as coisas lá em casa, arrematou meu irmão.

O próximo prato foi de uma beleza digna da vista: tortelli de vitela com fondue de parmesão. Simples e saboroso, de um rigor encontrado apenas nos grandes restaurantes, foi uma grata surpresa. A esta altura, já estávamos num tinto vigoroso, italiano de alma riojana, pontente e amadeirado. O último prato, costeleta de cordeiro grelhada estava impecável. O ponto da carne, perfeito. E aí o tinto, um corte de sangiovese com cabernet sauvignon, atingiu seu ponto máximo.

A esbórnia não estaria completa sem a degustação de sobremesas. Das cinco opções, o tiramisu estava do outro mundo  - como um doce com café pode ser tão bom, bradava meu irmão – e o sorvete de pistache envolto em suspiro era o doce de criança reloaded, versão marmanjo gourmet. Um late harvest argentino em taça fechou lindamente a refeição.

Muitas lembranças, sonhos, lágrimas e risadas permearam este almoço magnífico. O sol ardia o areia branca de ipanema e os verões da infância passavam por nossos olhos, narizes e bocas. À mesa, nossa cumplicidade de irmãos, companheiros de jornada, era valorizada pelos sabores, texturas e aromas. Tudo evocava um momento mágico. E assim foi. Obrigado, Fasano e obrigado, Gabo, pelo almoço inesquecível de aniversário.

Uma resposta para feliz aniversário, avestruz, no Fasano Al Mare

  1. [...] de ipanema, a brisa e o sol convidavam para uma caminhada depois da esbórnia gastronômica no Fasano Al Mare durante o almoço. O Avestruz ainda tinha o dia de seu aniversário inteirinho pela frente e o Rio [...]

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